domingo, 25 de julho de 2010

Por um fio...



Hoje me arrisquei em caminhar em plumas de devaneios vãos
Resolvi acentuar a audácia que me havia esquecido
Aproveitando momentos de minha excêntrica loucura
Com todos os elementos reunidos ficou tudo mais fácil...
Preguei uma peça na fugacidade das palavras
Reuni retalhos da minha lembrança e fiz o cenário que vejo agora...

Não me esforçarei em expressar argumentos que findassem
Antes do final da minha trilha...
Não corri atrás de uma inspiração que não era minha...
Esperei que batesse à minha porta, pedi que entrasse...
E a encontrei no abrir dos teus olhos, no encanto do teu perfume
O entorpecente na dose certa para transformar tudo em puro encanto...

Como se não bastassem esse apelos
Tive que ser forte...
Para não sucumbir à música linda entoada pelo timbre da sua voz,
À altivez dos seus gestos...
E tudo mais que estava sustentado naquele sorriso pleno

Por momentos encontrei o coração a fibrilar depois de ser alvejado,
O tempo parou, o vento soprou mais fraco...
Soprou uma brisa leve, fria e quente ao mesmo tempo
As rosas doaram as suas pétalas ao vento
Ambos entraram pelo vão da minha janela,
Cobriram o chão e muitas delas se negavam a cair...

Resolvi tomar pulso da situação
Esperei recobrar a consciência, esbocei algumas palavras
Confusas, entremeadas naquilo tudo...
Enfim...Não busquei entender o que tinha acontecido
Resolvi aceitar a felicidade, as cores e o êxtase do momento...
Saltar de olhos fechados, apostando a última gota da minha vida...

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