quinta-feira, 25 de março de 2010

Vestígios de plumas...



O que trago comigo hoje são versos curtos
Molhados em uma lágrima que se emociona com quase tudo
Olhos marejados e esperançosos em te alcançar
E um corpo inteiro que espera a contemplação do seu abraço...
Trago também um sorriso meu que é seu...

Me arrisco em te desenhar em linhas mau traçadas...
Simples como uma só pétala, sofísticada como a simplicidade das cores
Sinto um perfume novo que enche a alma de esperança
E percorre o corpo todo com euforia e exacerbação momentânea
Que se acalma em marolas tranquilas...
Bailarina nova, que dança no ritmo do vento
E sorri com toda a graça do mundo...

É desafiador traduzir o que se passa por olhos tão inquietos
Ler uma alma aflita que bebe com toda a sede o cumprimento dos meus olhos
Que respira imitando o ritmo do meu peito
E enfim sincroniza duas batidas em um só coração...

Não é amor, simples paixão ou qualquer clichê do tipo
É dúvida, é solto, é platonicamente confuso
É começo do que não se sabe...
É uma nuvem nova que traz contornos rasos
Cheia de humor e inteligentemente sarcástica

Borboletas produzem um tufão com o bater das suas asas...
Dois seres permanecem com olhos presos aos alheios
Em momentos é possível levitar sem tirar os pés do chão
O meu abraço forma a rede perfeita para o repouso seu
E os meus olhos expectadores perfeitos para velar o seu sono...

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