
Tentei colocar no lugar tudo que estava fora de eixo
Ainda tento sintonizar idéias para que elas algum dia façam sentido
Desisti de velar os dias escaldantes coadjuvantes da luz da minha criatividade...
Não surtiu efeito contar o tempo que se arrasta em passar
Nem contemplar aquela flor que não tinha perfume...
Percebo um caminho incerto,
Um árduo ofício ao qual me emprego
Quando pretendo manter a sutileza,
Preservando a audácia de ser malabarista palavras
Tentar arrumar lugar para um sentido
Ou jogar com a própria sorte e esperar o assentamento das idéias.
Não me preocupo mais em causar furor alheio
Em confortar um coração que não seja meu,
De espalhar cartas pulsantes em emoção
E tocar a minha música para bailarinas de porcelana...
Não canto um mundo que alguém entenda,
Nada posso fazer com os equívocos cometidos
Pelos analistas das minhas linhas...
Venho hoje romper laços da minha poesia
Retomar o humor seco natural à minha criação
Não sou poeta de nada, nem de ninguém
Não tenho obrigação de figurar um mundo,
De ser os olhos de quem não enxerga beleza em nada...
Há momentos que a fadiga acomete os tradutores de almas
Cansa dizer o que muitos não têm coragem
Ou simplesmente pensaram naquilo um dia
E te fazem de simples plagiador de um senso comum,
Tirando-nos toda a metáfora que ainda existe na vida
Reduzidos a um projétil sem pólvora...
Não deixarei de alegrar os corações que me são gratos
Continuarei caminhando com os mesmos pés no chão
Ostentarei o mesmo sorriso de todos os dias
Os momentos que me são ternos,
Terão as gotas mais essenciais da sua presença
E sempre que a musica tocar, virá acompanhada da sua voz.
Parabéns pela sua arte poética, quanta inspiração!
ResponderExcluirObrigado!!!
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