Saio
por uma porta... Não é a mesma a qual entrei
Vejo
as luzes querendo me cegar, As gotas batendo nos vitrais ameaçando contra a catedral...
Os
relâmpagos são inocentes demais para somente revelar que ainda vem tempestade
As
idéias não passam de planos da próxima jogada,
O jogo agora se define nas minhas regras
Sou formado pelos instintos mais perniciosos...
A
verdade é poesia, o sentimento se traduz em simples palavras
Que
a alguns encanta, a outros, revolta e ainda há a quem não diga nada...
A
mentira ao primeiro momento estanca as falhas, mas torna irremediável qualquer
tentativa de desculpas...
Não
choro uma lagrima que não tenho... Não sofro por uma historia que não vivi...
Não
tenho um coração que se diz vazio,
Mas
preservo a frieza quem me faz originalmente racional
Isto
é poesia, é ouvir a música do mundo e saber interpretar em ações...
Crenças
caem por terra a todo o momento e só servem para cegar os imbecis
Canto
um coração que bate apertado, mas que arrebenta um nó e voa sem limites de
horizontes
O
que trago é um espelho de personalidades que se reconhece nos meus traços
O recanto das palavras universaliza os sentimentos
Cantei a liberdade que se faz em mim
Libertei a pomba que anuncia a minha paz
Apertei nas mãos as linhas que tinha a escrever,
Torpes, ríspidas, indelicadas aos ouvidos de quem se acostumou com
a essência dos lírios
Mais uma vez a racionalidade norteou uma atitude acertada
E a balança provou que não faz nada por acaso,
Os seus pratos têm a harmonia exata para tomar conta do
universo...
O poeta nunca revela todas as
suas faces
Há quem tenha dito ter sete, quiçá, tantas outras que ninguém
conheceu, nem o próprio...
Nem tudo pode ser mostrado... A docilidade tem a dose certa de
amostra
As atitudes humanas e perversas, devem ser recalcadas ao segredo
de um momento
Os ventos d’antes soprados revelavam o ensaio de alguma poesia
Que amadurece e deixa cair os seus frutos ainda inférteis e
suspirando à terra seca
Um sorriso tem o sarcasmo necessário para colocar em dúvida qual a
idéia se passa pela mente
Se for censura, indiferença, ódio, fraqueza ou uma contida
alegria...
Decaí das nuvens, não me chamo mais querubim...
A terra me fez humano... Viciado e viciante...
Selvagem e atroz... Carinhoso e afável...
Mas em momentos destruidor de mentes, corações e lembranças...
A
minha poesia não cabe em um verso obsoleto, anacrônico de um soneto
Não
canto nada pela mediocridade das rimas nem das regras absurdas das métricas
O
meu verso é livre...
Tenho o habito de advertir somente uma vez
Já o fiz, é o estado de alerta...
A qualquer passo em falso a minha armadilha se aciona...
E me dou por satisfeito com a paga atribuída à falta de
lealdade...
Tenho a habito de pisar forte ao chão, não me assusto com
terremotos ou demônios fracos
Não me submeto aos olhares sequestradores de almas
E refuto perder os sentidos apenas pela sedução de nuances
paralisadores de ações...

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