Procura-se alguém com uma audácia, quiçá alguma perspicácia
De assinar linhas inebriadas em devaneios breves e ecos solitáriosQue só cabem em um peito, que só importa para um olho que chora uma única lágrima,
Para uma voz que grita numa caixa de vidro blindada por emoções vazias
E uma mão que se nega a assinar a última linha da sua obra...
O que sobra é um baú de argumentos espalhados pelo chão,
Mais um ciclo de verdades inventadas, A lembrança guardada é de um caminho de pétalas que você não passou
E se o fez, as atenções estavam voltadas aos raios perversos de sol que queimavam na retina
As pétalas da primavera resistiram ao verão escaldante,
Ao outono sem graça e ao seu inverno gélido e sem motivos de inspiração
O cansaço se traduziu em uma busca solitária, em uma doação unilateral
e exaustiva
Que freou o pensamento em um
momento da vida sem pulso,Em que tudo que era sangue ficou sem ternura,
Esvaiu-se em poucos litros, indicando que o fim era a cura da arraigada liberdade...
Que vem como louros de uma vitória cantada na minha prosa
Com os sorrisos ruidosos e estridentes da minha poesia
Pelas notas alegres que o espírito canta e reconhece em novos olhos um sorriso pleno...
Esses são escritos novos de palavras antigas...
Por isso não merecem mais linhas do que já ocupam com muito pesar...Fazem parte de uma lua que passou sem deixar o seu brilho
De sorrisos desperdiçados em uma varanda de um precipício
E o marco de uma nova estação...
De uma nova cena da minha peça, sem dramas...
Sem a sua triste comédia,
Mas com componentes afinados e fiéis ao seu papel e sem medo de improvisos...

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